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16/01/2012 - Ibovespa avança rumo aos 60 mil pontos
SÃO PAULO – O estresse do mercado financeiro na sexta-feira, com a antecipação à revisão pela Standard & Poor's (S&P) das notas de risco de crédito dos países da zona do euro, foi passageiro. Nesta segunda-feira, as bolsas europeias já mostraram recuperação e, no Brasil, o Ibovespa teve firme trajetória de alta.

Naturalmente, o feriado americano, que deixou Wall Street fechado, tirou boa parte da liquidez local, mas o exercício de opções sobre ações fez com que o volume financeiro aumentasse no dia.

Investidores deram pouca atenção à decisão da agência de classificação de risco e receberam com entusiasmo o bem sucedido leilão de títulos da dívida realizado pela França.

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(Beatriz Cutait | Valor)
16/01/2012 - S&P corta nota do Fundo Europeu para 'AA+'
SÃO PAULO - O Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) perdeu a nota máxima de classificação de risco de crédito pela Standard & Poor's depois que a agência rebaixou o rating da França e da Áustria na sexta-feira.

O rating foi reduzido para 'AA+' de 'AAA', informou a S&P em um relatório hoje. A agência havia afirmado em 6 de dezembro que a perda do 'AAA' por qualquer um dos garantidores do EFSF poderia levar ao rebaixamento também do fundo.

"As obrigações do fundo já não são suficientemente sustentadas por seus membros com rating 'AAA' pela S&P, ou por títulos 'AAA'", disse a agência. "Não está atualmente em vigor um fortalecimento do crédito suficiente para compensar o que vemos como uma qualidade de crédito reduzida dos garantidores."

A S&P tirou o rating do fundo de "perspectiva negativa" para "em desenvolvimento", e afirmou que poderá recuperar o nível 'AAA' se os países membros adotarem medidas de fortalecimento do crédito.

Bloomberg News
16/01/2012 - Consumidor brasileiro gasta menos com educação
O consumidor diminuiu seus gastos com educação e leitura na última década, o que levará à perda de peso do grupo Educação, Leitura e Recreação, de 8,74% para 7,37%, no cálculo dos indicadores da família dos Índices de Preços ao Consumidor (IPCs). A atualização de ponderação entrará em vigor em fevereiro, e leva em conta o novo perfil do consumidor brasileiro apurado pelo IBGE em sua Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008 -2009.

Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), com a atualização de pesos, a participação do sub-grupo educação, dentro de Educação, Leitura e Recreação, cairá de 5,7% para 3,8% a partir do mês que vem. No caso do sub-grupo leitura, o peso diminuirá de 0,4% para 0,3%.

Em contrapartida, o brasileiro tem usado mais de seu orçamento familiar em atividades recreativas. O sub-grupo Recreação aumentará seu peso de 2,5% para 3,1%, a partir de fevereiro, dentro de Educação, Leitura e Recreação.

Veículos

O interesse crescente do consumidor na compra de veículos automotores puxou para cima o peso do grupo Transportes no cálculo da inflação varejista, que subirá de 11,72% para 19,15% dentro dos IPCs, a partir de fevereiro.

Somente o peso de veículos automotores subirá de 0,61% para 6,7%, dentro do grupo Transportes. Para a FGV, isso é explicado pela forte expansão de crédito na última década, bem como o aumento da renda das famílias no período.

Por influência do maior gasto do consumidor com veículos, subirá de 0,51% para 1,22% e de 1,12% para 1,98% o peso dos itens "serviços de oficina"; e de "outros gastos com veículos", respectivamente, dentro do grupo Transportes.

Fonte: estadao.com.br
16/01/2012 - Economia retomou crescimento em novembro, diz BC
SÃO PAULO, 16 Jan (Reuters) - A economia brasileira voltou a crescer em novembro, interrompendo uma sequência de três quedas seguidas, mostraram dados do Banco Central nesta segunda-feira, mas o número de outubro foi revisado para baixo, num sinal de que o impacto da crise externa sobre a economia pode ter sido maior do que o estimado.

Os números foram divulgados a dois dias da decisão de política monetária, na qual espera-se que a Selic sofra novo corte de 0,5 ponto percentual.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 1,15 por cento em novembro ante outubro, segundo números com ajuste sazonal. Economistas consultados pela Reuters projetavam avanço de 0,85 por cento, de acordo com a mediana das previsões.

O dado de outubro, no entanto, foi revisado para baixo, mostrando agora queda de 0,50 por cento, ante baixa de 0,32 por cento na leitura anterior.

No acumulado de 2011 até novembro, a alta do IBC-Br ficou em 2,88 por cento, enquanto o crescimento em 12 meses foi de 3,04 por cento.

De acordo com o relatório Focus do BC, o mercado espera que a economia tenha crescido 2,84 por cento, segundo a mediana das estimativas. Se confirmado, o número marcará uma forte desaceleração ante o crescimento de 7,5 por cento registrado em 2010.

O IBC-Br incorpora variáveis para o desempenho dos três setores básicos da economia: agropecuária, indústria e serviços. Devido a essa abrangência, o cálculo mensal do BC antecipa um indicador similar ao PIB, soma das riquezas produzidas no país e medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No terceiro trimestre, o PIB brasileiro ficou estagnado ante os três meses anteriores, levando o governo a anunciar um pacote de medidas para dar novo estímulo à economia, sobretudo pelo canal do consumo das famílias, que nos últimos anos tem sustentado o crescimento e que registrou queda entre julho e setembro.

O BC também agiu para dar suporte à atividade ao iniciar em agosto um ciclo de afrouxamento monetário, surpreendendo parte dos agentes e utilizando como justificativa as incertezas no cenário internacional. Desde então, a autoridade monetária já cortou o juro em três ocasiões, cada uma em 0,5 ponto, em meio à desaceleração na economia brasileira diante do agravamento na crise de dívida na Europa.

O Comitê de Política Monetária (Copom) inicia na terça-feira o encontro que decidirá no dia seguinte o rumo da Selic, juro básico da economia. Com base no relatório Focus e a curva futura de juros, o mercado financeiro prevê um corte de 0,5 ponto percentual, que levaria a taxa -hoje em 11 por cento- para 10,5 por cento, menor nível desde julho de 2010, quando estava em 10,25 por cento.

A dúvida de investidores recai sobre as próximas duas reuniões, em março e abril. O relatório Focus mostra mais duas quedas de 0,5 ponto cada, mas a curva futura de DI indica um mercado ainda dividido entre um corte de 0,25 ponto e de 0,5 ponto, e sem expectativa de redução na taxa no restante do ano.

(José de Castro | Reuters)
     
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